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EDUCAÇÃO E ESPORTE
Psicomotricidade e intervenções psicopedagógicas por José Rodrigo Angelo Souza
O objetivo deste artigo é analisar a importância da psicopedagogia, contribuindo na aprendizagem naqueles alunos com dificuldades psicomotoras. Será feito um levantamento bibliográfico com autores que contribuíram muito para o avanço da Psicopedagogia e da psicomotricidade. Esta pesquisa irá observar e fundamentar com base em livros e revistas científicas, aqueles alunos com dificuldade psicomotora, ou seja, alunos com dificuldade na coordenação motora. Com base fundamental para melhoras nestes alunos com dificuldade psicomotora, trabalharei com a Psicopedagogia e suas intervenções.
Marcio Demari Florianópolis - SC
Postada em 12/08/2019 ás 16h11 - atualizada em 14/08/2019 ás 02h06
Psicomotricidade e intervenções psicopedagógicas por José Rodrigo Angelo Souza

Psicomotricidade e intervenções psicopedagógicas / Professor José Rodrigo Angelo Souza

          Na atualidade, devido às modificações que a sociedade impõe, as crianças possuem uma inteligência avançada, por isso é necessário que se saiba como trabalha-las tendo consciência dos valores morais humanos e sociais que possuem.


             O psicopedagogo atuante nesta área deve ter em mente que o que a criança assimilar nesta fase da vida irá refletir para seu desenvolvimento no futuro. Portanto uma criança mal instruída hoje estará sujeita a uma série de complicações no futuro.


.     Este artigo apresentará a importância do psicopedagogo e seu papel fundamental na contribuição desta fase do ensino aprendizagem, pois é nesta fase que a criança busca experiências em seu próprio corpo, formando conceitos e organizando seus esquemas corporais.


            Farei um estudo através do brincar para que as crianças desenvolvam suas aptidões perceptivas como meio de ajustamento do comportamento psicomotor, para melhorar sua expressão motora, e o controle mental. O brincar proporcionará a aprendizagem das crianças em várias atividades esportivas que ajudam na conservação da saúde física, mental e no equilíbrio sócio afetivo.


           O papel do psicopedagogo institucional é de suma importância nesta fase pré-escolar, pois o profissional trabalha na prevenção do ensino aprendizagem, 


colaborando para o desenvolvimento psicomotor e facilitando o processo de aprendizagem futura.


           De acordo com Marta Kohl de Oliveira (Vygotsky) 2012, o papel do brinquedo, refere-se especificamente à brincadeira de “faz de conta”, como brincar de casinha, brincar de escolinha, brincar com um cabo de vassoura como se fosse um cavalo.


          O comportamento das crianças pequenas é fortemente determinado pelas características das situações concretas em que elas se encontram. No brinquedo (recreação), a criança comporta-se de forma mais avançada do que nas atividades da vida real e também aprende a separar objeto e significado.


        O presente artigo irá enfatizar as técnicas necessárias que o psicopedagogo deve tomar com relação aos alunos, buscando demonstrar a realidade através do brincar vivida pelas crianças e a metodologia que deve ser aplicada pelo profissional para adquirir êxito nesta fase importante desses alunos.


      Para esta pesquisa, foi feito um levantamento bibliográfico, utilizando se de livros, documentos e experiência acadêmica, para que o artigo possa vir a colaborar neste importante assunto que é a psicopedagogia e psicomotricidade.


         A PSICOMOTRICIDADE


       A psicomotricidade é uma ciência que busca compreender os aspectos emocionais, cognitivos e motores, desde a infância até a terceira idade, pois o ser humano esta sempre em evolução e em todas as etapas da vida é necessário trabalhar corpo e mente. Na educação da criança deve-se evidenciar a relação do movimento de seu próprio corpo, considerando sua idade, a maturação corporal, cultura e seus interesses. Para ser trabalhada a educação psicomotora, são necessário que sejam utilizadas as funções motoras, perceptivo e sócio afetivo, pois assim podemos explorar o ambiente e trabalhar o concreto, indispensável no seu desenvolvimento intelectual, assim tomando consciência de si mesma e do mundo que o cerca. 


Segundo A.De Meur L.Staes 1991, a função motora, o desenvolvimento intelectual e o desenvolvimento afetivo estão intimamente ligados na criança: a psicomotricidade quer justamente destacar a relação existente entre a motricidade, a mente e a afetividade e facilitar a abordagem global da criança por meio de uma técnica. Entretanto, a educação psicomotora é uma técnica. Como utilizá-la para que uma criança adquira noção de esquema corporal ou outra noção indispensável a seu desenvolvimento? A resposta é simples: pelos mesmos caminhos, etapa por etapa, dos da aprendizagem natural. Ainda segundo autor, é através de exercícios motores, isto é, exercícios em que o corpo se desloca e o sujeito percebe as diferentes noções de maneira interna. Depois através de exercícios sensoriomotores, em virtude dos quais a manipulação de objetos possibilita a percepção de diversas noções. Evidentemente o tato é muito importante. E finalmente, através de exercícios perceptomotores, em que as manipulações são mais sutis e a percepção visual, muito importante, domina as outras partes.


Assim sendo, a psicomotricidade é importante ser trabalhada desde a infância, mas não significa que ela não possa ser desenvolvida no decorrer da vida. A psicomotricidade ajuda a superar os limites, medos e frustrações, portanto é necessário realizar as técnicas através das relações, dos jogos, da fantasia e por fim, da brincadeira, ou seja, do faz de conta.


A psicomotricidade estimula o movimento do corpo e conseguintemente trabalha todos os aspectos da criança de uma forma lúdica estimulando os aspectos cognitivos, sócio afetivo e psicomotor. 


Segundo Fátima Gonçalves, o trabalho psicomotor pode dirigir-se tanto a melhoria de posturas, posições, atitudes e atividade motora, quanto para introduzir novas aprendizagens. O corpo como porta de entrada e saída da aprendizagem utiliza-se da Psicomotricidade, para expor toda a transcendência de sua experiência concreta ou sensorial, para abstrata ou perceptiva e, enfim, para a representativa ou simbólica, num processo contínuo em busca de uma melhor qualidade de vida. Isto ilustra substancialmente a importância que o movimento e a postura têm para a percepção do mundo exterior e na introdução do conhecimento.


Ainda segundo autora, a Psicomotricidade é fundamentada na Ontogênese (ciência que estuda a evolução do homem) que, por sua vez, estrutura-se na Filogênese (ciência que estuda a evolução da espécie). Tanto na Ontogênese quanto na Filogênese, as aquisições da motricidade precedem as aquisições do pensamento. 


Assim sendo, a teoria cognitiva tem como seu maior representante Jean Piaget (1896-1980), de acordo com o autor o fundamento básico de sua concepção do funcionamento do intelecto e do desenvolvimento cognitivo é o de que as “relações entre o organismo e o meio são relações de troca, pelas quais o organismo adapta-se ao meio e, ao mesmo tempo, o assimila, de acordo com suas estruturas num processo de equilibrações sucessivas” (FONTANA E CRUZ, 1997). 


Entretanto, diante da importância de seus estudos, Piaget ficou conhecido como o criador da Epistemologia Genética, que é a ciência que explica como o conhecimento é adquirido. O teórico tinha o interesse em descobrir as mudanças ontogenéticas, (ontogênese – mudanças que ocorrem no desenvolvimento do indivíduo) no funcionamento cognitivo, do nascimento à adolescência (GALLO DE ALENCAR, 2012). 


A psicomotricidade se estrutura sobre três pilares: o querer fazer (emocional – sistema límbico), o poder fazer (motor – sistema reticular) e o saber fazer (cognitivo – córtex cerebral). Qualquer desequilíbrio em um desses pilares pode provocar desestruturação no processo de aprendizagem da criança.


      A psicomotricidade é de suma importância no que diz respeito na coordenação motora, equilíbrio da escrita, noção de espaço e na coordenação motora corporal. Os benefícios da psicomotricidade são muitos, são integrados na formação como um todo. 


Entretanto, a psicomotricidade, é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pela criança, cuja ação é resultante da individualidade, linguagem e sua socialização.


Assim sendo, friso a importância do brincar, trabalhar a coordenação fina, que nada mais é que, o pular corda, subir em arvores, trabalhar esquerda e direita, ou seja, a lateralidade, o correr, o lúdico, manusear objetos e etc. As crianças de hoje são mais limitadas e prejudicadas, pelo fato da tecnologia ter tomado grande parte do tempo das crianças, onde elas passam muito tempo em computadores e celulares.


Enfim, a importância da psicomotricidade desde a fase infantil, onde tem que ser trabalhado o social, cognitivo e motor. Trabalhar diariamente, etapa por etapa, exemplo: desenho livre, onde a criança trabalha a coordenação fina e explora a criatividade. Os benefícios são imensos. Trabalham as emoções, a questão motora, dentre muitas outras atividades, pois a psicomotricidade é uma ciência muito ampla.


 A PSICOPEDAGOGIA


       Segundo fontes da internet retiradas do site primecursos.com.br. A Psicopedagogia nasceu da necessidade de uma melhor compreensão do processo de aprendizagem, ou seja, contribuir na busca de soluções para a difícil problemática.


      A aprendizagem deve ser olhada como a atividade de indivíduos ou grupos humanos, que mediante a incorporação de informações e o desenvolvimento de experiências, promovem modificações estáveis na personalidade e na dinâmica grupal. O objeto central de estudo da psicopedagogia está se estruturando em torno do processo de aprendizagem humana: seus padrões evolutivos normais e patológicos e a influência do meio (família, escola, sociedade) em seu


desenvolvimento.


      A Psicopedagogia é um campo de conhecimento e atuação em Saúde e Educação, enquanto prática clínica tem-se transformado em campo de estudos para investigadores interessados no processo de construção do conhecimento e nas dificuldades que se apresentam nessa construção. Como prática preventiva, busca construir uma relação saudável com o conhecimento, de modo a facilitar a sua construção.


       Segundo Fermino Fernandes Sisto, vez ou outra as pessoas sentiram maior ou menor dificuldade para aprender alguma coisa em sua vida escolar. Algumas foram superadas ou pela pouca importância que foi atribuído àquele conteúdo no sistema de avaliação empregado, ou porque no todo da avaliação esse conteúdo não pesou muito. Por essas e outras razões as dificuldades de aprendizagem foram e são identificadas por diferentes critérios, que implicam em distintas definições do que realmente poderia ser considerado como dificuldades de aprendizagem.


     Assim sendo, historicamente as crianças foram o maior foco das atenções e, em geral, devido ao fato de estarem defasadas em relação à sala de aula ou idade, em determinadas tarefas específicas como matemática ou em quase todas as tarefas, quando as avaliações indicam que se trata de uma criança mais lenta do que as demais crianças em quase todas as matérias: ao lado disso, um comportamento considerado inadequado também pode estar na origem da classificação de dificuldade de aprendizagem em crianças.


    Ainda segundo autor, evidências sugerem que um grande número de alunos possuem características que requerem atenção educacional diferenciada (DEMBO, 1994). Estudiosos não são consistentes quanto a uma definição ideal para dificuldades de aprendizagem. Como é sabido, existem muitas controvérsias acerca deste conceito. Martin e Marchesi (1996) consideram que isso deve, em grande parte, ao fato de que a população com dificuldades de aprendizagem apresentar-se, em geral, de forma muito heterogênea. Segundo a definição desses autores, dificuldades de aprendizagem implicaria em qualquer dificuldade observável vivenciada pelo aluno para acompanhar o ritmo de aprendizagem de seus colegas da mesma idade, independentemente do fator determinante da defasagem. Assim sendo, dentro da categoria dificuldades de aprendizagem podem ser encontrados, mais precisamente, alunos com: problemas situacionais de aprendizagem (apresentando comprometimento em algumas circunstâncias e não em outras), problemas de comportamento, problemas emocionais, problemas de comunicação (distúrbios da fala e da linguagem), problemas físicos, de visão e de audição, e, por fim, problemas múltiplos (presença simultânea de mais de um dos problemas anteriormente mencionados).


      Fermino Fernandes Sisto e seus organizadores enfatiza que a aprendizagem de leitura e escrita constitui uma tarefa fundamental na educação. Esta tarefa tem sido objeto de análise e investigação de muitos estudiosos que tentam explica-la, como também investigam medidas práticas para solucionar as possíveis dificuldades de alunos e professores.


     Não é recente a preocupação com aquisição de leitura e escrita, contudo, continua atual por ser surpreendente o número de alunos que apresentam dificuldades nesse domínio ao longo de todo percurso voltado à escolaridade. Atualmente, as investigações sobre leitura-escrita parecem, segundo Sinclair (1987), alcançar a constatação de que: O desenvolvimento da escrita está muito próximo ao desenvolvimento espontâneo do desenho, da aritmética e de outros sistemas notacionais do que se pensava. A parte ativa e pessoal da criança na elaboração do sistema de escrita parece ser mais importante do que suas imitações de produção do adulto [...] e, o mais importante, ambas atividades dependem do desenvolvimento, em sentido amplo, do modo como as crianças organizam o meio em que vivem.


    Segundo Sisto, um estudo realizado por Yazigi (1972) procurou verificar aspectos relacionados a distúrbios emocionais em crianças de 1º e 4º séries com problemas de leitura e escrita e diagnóstico de dislexia. Para o exame psicológico foram utilizados o teste das cores de Luscher, o teste do desenho colorido da família, Bender, Cat e Wisc, resultando em constatações de imaturidade afetiva, com predomínio de reações primárias e instintivas sobre reações mais socializadas.


    Em estudo mais recente Yaegashi (1997) procurou verificar se existiam diferenças significativas entre crianças com bom e mau desempenho escolar, de 1º e 2º séries do Ensino Fundamental, em relação ao nível operatório, à criatividade, à maturação visomotora, à função intelectual e à afetividade, não encontrando diferenças significativas entre os grupos. A autora conclui que, apesar das diferenças encontradas entre as crianças com bom e mau desempenho, as características individuais não puderam explicar, isoladamente, o alto índice de fracasso escolar verificado nas séries iniciais. Segundo autora, no entanto, a identificação de predominância da função intelectual bloqueada entre alunos com dificuldades poderia indicar que possivelmente a escola não estaria conseguindo lidar com problemas emocionais dos alunos.


     Entretanto, a psicopedagogia nos trás uma ampla metodologia de ensino-aprendizagem. Nas escolas, existem crianças com vários problemas, são eles: social, financeiro, sócio-afetivo, cognitivo e etc. O papel do psicopedagogo, é justamente trabalhar com estes alunos com dificuldades de aprendizagem, para poder prevenir e melhorar algumas destas “deficiências”. 


   O trabalho do psicopedagogo no que diz respeito a metodologia de ensino- aprendizagem, ou seja, na prevenção, existem várias formas de poder ajudar e prevenir, ou melhorar seu desempenho escolar, citarei alguns métodos: trabalhar o lúdico, jogos de faz de conta, prática da dança, jogos simbólicos, prática psicomotora-brincar de bola, jogos de raciocínio, jogos de memória, trabalhar ditado para verificar escrita, trabalhar jogos com números e quebra-cabeças para diagnosticar uma possível discalculia, e trabalhar com a Educação Física, para observar e melhorar seu desempenho psicomotor, coordenação motora fina e etc.


    Segundo Eulàlia Bassedas e seus organizadores, os psicopedagogos estão inseridos em diversos sistemas (a própria equipe, a escola e as diferentes administrações das quais possamos depender) e temos relações com outros: divisões da escola, diversos serviços municipais e autônomos, centros de saúde e de reeducação, associações de pais de alunos, etc.


    Ainda segundo autor, o diagnóstico psicopedagógico é um processo no qual muitas vezes, é difícil marcar o final da intervenção psicológico. Como em qualquer processo, frequentemente, é necessário revisar o desenvolvimento das orientações proporcionadas. Assim, o seguimento do caso torna-se, de certa forma, um prolongamento da tarefa diagnóstica, posto que contribui com novas informações e novas pistas a partir das quais se pode desenvolver o programa individualizado de cada aluno.


   No diagnóstico psicopedagógico, o agente encaminhador é, geralmente, o professor, já que é ele quem aponta o problema e solicita a intervenção de outro profissional. Já vimos como no nosso caso tenta-se ver o diagnóstico sob uma perspectiva de co-responsabilização e co-participação dos profissionais na abordagem do problema apresentado.


  Entretanto, para se obter um diagnóstico eficaz, é preciso que o psicopedagogo aplique vários testes, sendo que todos são de suma importância para descobrir possíveis problemas do aluno. 


    Os métodos são: o encaminhamento, Entrevista com o professor, desenvolvimento da entrevista, entrevista com os pais, a observação, a observação do aluno em sala de aula, revisão dos trabalhos de aula, trabalho individual com o aluno, a entrevista com o aluno, a exploração individual e etc.


   Enfim, o trabalho do psicopedagogo é trabalhar na prevenção através de varias metodologias, que por sinal tem tido muito sucesso. O trabalho deste profissional tem ajudado muito no desempenho escolar dos alunos. Portanto, todas as escolas deveriam ter no corpo docente no mínimo 1 profissional de psicopedagogia.


O BRINCAR


    Segundo Fátima Gonçalves, o brincar sempre norteou o meu universo psíquico e físico. Desde pequena eu me deliciava com as coisas que eu aprendia quando brincava. Brincado, desvendei o lugar que eu passaria minha vida. Por meio do brincar entrava em contato com objetos, pessoas, sensações, sentimentos e, como não poderia deixar de ser, entrei em contato com meu próprio corpo. Foi neste encontro que descobri que ali estava a ferramenta por meio da qual eu agiria no mundo, o corpo.


    Não se trata de um corpo, muitas vezes tratado por muitos, como divisível do resto. O corpo ao qual me refiro é o meu “eu corporal”. É um corpo de sujeito, que sente, percebe, pensa, explora, analisa, recua, teme, protege-se e fala. Não existe fragmentação de um sujeito; ele é ao mesmo tempo motor, afetivo, cognitivo e social, ele é psicomotor.


   Ainda segunda autora, existem critérios e objetivos muito sérios no brincar dentro da escola. Apesar da criança não perceber, o adulto, que mediatiza sua brincadeira, deve ter alvos muito claros de onde quer chegar e fazê-la chegar.


    A fim de estudar como se estabelece a estruturação do desenvolvimento psicomotor e da aprendizagem na criança, serão levantados alguns aspectos que interferem diretamente nestes processos. Estes aspectos se distinguem pelo aparato biológico individual que cada criança traz na sua carga genética e por outros que são adquiridos pela interação com o meio do qual se faz parte. Serão abordados os aspectos motores, sensoriais, perceptivos, cognitivos e afetivos, presentes no desenvolvimento psicomotor da criança. Estes aspectos, quando estimulados e combinados entre si, levam à aquisição de competências indispensáveis a aprendizagem escolar e da vida diária.


   Segundo Fátima Gonçalves, o desenvolvimento psicomotor e aprendizagem, acontecem da seguinte forma; motores: gestos, posturas e sensório-motricidade. Sócio afetivo: família, escola, sociedade. Este é o processo de desenvolvimento psicomotor que através deste, ocorre à aprendizagem.


    Assim sendo, a criança, na atividade psicomotora, é provocada a se desorganizar corporalmente para buscar respostas mais ajustadas ao estímulo que lhe foi apresentado. Seu sistema piramidal entra em funcionamento, buscando nas experiências prévias (sistema extra-piramidal) uma partida para a resolução das tarefas e, com a mediação e os feedbacks que o meio lhe fornece, ela vai reestruturando sua ação, desenvolvendo-a ao meio de forma ajustada. Neste processo-sensação/percepção/plano motor/feedback- a criança vive uma dimensão motora, cognitiva, emocional e relacional.


    Os jogos psicomotores têm como característica colocar em funcionamento as bases psicomotoras reconhecidas por Fonseca (1988) em cada uma das unidades funcionais apontadas por Luria (1981) e que organizam o sistema funcional cerebral humano. Estas bases constituem a formação psicomotora do sujeito aliando a atenção, a codificação e a planificação necessárias para a aprendizagem.


    Portanto, segundo Adela de castro, os jogos e as brincadeiras ajudam a estabelecer relações humanas, compartilhar experiências e estabelecer contatos; facilitam a aquisição e destrezas físicas básicas e melhoram as atitudes perceptivas.  


    O jogo é diversão e é aprendizagem. É necessário desenvolver jogos em que todos os participantes possam ser aceitos e, nos que se reduza o medo do fracasso, a angústia ou a frustração, buscando sempre fazer com que os erros não sejam considerados uma questão nem prioritária nem básica.


   Enfim friso a importância do brincar, do lúdico, do faz de conta, pois é nesta fase que a criança vai se descobrindo, conhecendo seu próprio corpo. Desenvolvendo coordenação motora, desenvolvendo seu eu corporal, tendo experiências com outras crianças e por fim, melhorando seu desempenho físico e intelectual.


CONCLUSÃO


     Portanto, levando em consideração os fatos mencionados, o papel do psicopedagogo, é fundamental para o desenvolvimento da criança no âmbito escolar. Foi comprovado através de autores renomados, que o profissional de psicopedagogia é de suma importância para a criança em seu desenvolvimento sócio-afetivo, cognitivo, sensório motor e etc. Portanto friso que todas as escolas deveriam ter um profissional de psicopedagogia para dar este importante suporte para o desenvolvimento da criança em todas as fases de sua vida escolar.


    TÍTULO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA (Pode ser em inglês, espanhol ou francês)


ABSTRACT (em inglês / Resumen em espanhol/ Résumé em francês)


Consistem em uma versão da língua do texto para um idioma de divulgação internacional, podendo ser em inglês, espanhol ou francês. Devem conter as mesmas informações da língua do texto. A NBR 6022 (2003) determina como elemento obrigatório.


Keywords (em inglês / Palabras clave em espanhol / Mots-clé em francês)


Referências


Vygotsky, Marta Kohl de Oliveira. Aprendizado e Desenvolvimento Um processo sócio-Histórico: 5.ed. São Paulo: Scipione, 2010.


Construtivismo Pós Piagetiano, Esther Pillar Grossi e Jussara Bordin. Um novo paradigma sobre aprendizagem: 5 ed. Petrópolis, RJ: vozes, 1995.


Desenvolvimento e Aprendizagem em Piaget e Vygotski, Isilda Campaner Palangana. A Relevância do Social: 6 ed. São Paulo: Summus, 2015.


Psicomotricidade  Educação e reeducação: A.De Meur L. Staes; São Paulo: Editora manole, 1991.


Psicomotricidade e educação física, Fátima Gonçalves. Quem quer brincar põe o dedo aqui: São Paulo: Cultural RBL editora Ltda.


Beatriz Judith Lima Scoz. Psicopedagogia: o caráter interdisciplinar na formação e educação profissional. Porto Alegre: Editora Artes Medicas Sul Ltda, 1990.


Psicomotricidade: práticas para sala de aula, Geraldo Peçanha de Almeida, Marcelo Hagebock Guimarães. Curitiba 2009: 22º ed. Editora Pró-Infantil.


Fontana, Roseli e Cruz, Nazaré. Psicologia e Trabalho Pedagógico. São Paulo, Atual, 1997.


Gallo, Alex Eduardo, e Juliana da Silva Araújo Alencar. Psicologia do Desenvolvimento da Criança. Maringá: NEAD-CESUMAR, 2012.


Por: José Rodrigo Angelo Souza

FONTE: Assessoria: José Rodrigo Angelo Souza
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